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Cronicando

GRALHAS E GRELHAS

começo a ficar preocupado com o nosso acervo linguístico. Embora estejamos a pensar no surgimento de uma gramática descritiva angolana, um modelo de se falar angolano, e os jornalistas deviam ser visto como um dos modelos de muitos benjamins, temos de convir que há muitas “broas” quando muitos deles decidem abrir a boca que desconsigo de meter as bolas nos sítios certos.

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O Lenço Laranja

Era uma manhã qualquer de um dia de Fevereiro, algures na década de 2000. Dei por mim estafado na paragem dos congoleses, inerte, como se alguma coisa tivesse me hipnotizado. Depois de ter aguentado as três horas habituais de engarrafamento, no percurso Vila de Viana – Congoleses, com a linha encurtada entre o mercado da Estalagem à paragem do Grafanil, do Grafanil à BCA ou à FTU ou, como nos dias sem chuva, até à estátua do Motorista, ali estava eu, completamente sorumbático com sabe-se lá o quê. Talvez fosse a raiva de ter aguentado tanto tempo arrumado no candongueiro, com cinco pessoas num banco de três, e saber que ainda tinha que enveredar numa outra luta, feito um lutador de luta livre, para poder apanhar outro candongueiro e chegar no salo a horas

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A rua onde moro

O dia despertou sob o céu bravo, acinzentado. Sobre o tecto de zinco do meu “um quarto” resta a ressaca dàgua da chuva torrencial que se abateu durante a noite e castigou os gatos vadios que não tinham por onde se esconder. E miaram a madrugada. Ainda meio inconsciente, enquanto me espraiava no sono das cinco horas, senti, no meu ouvido, os resmungos da mangueira frondosa do meu quintal, parindo de si uivos ensurdecedores provocados pelos xinguilamentos dos ventos vindos da Ilha do Cabo. A força do vento era tal que arrancava as verdes mangas e arremessava-as sobre as chapas do meu mbjanji. Novembro é sempre assim, as chuvas e as mangas se dão o puro kibeto sobre as chapas do meu cubículo, à toa.

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AS LENGALENGAS DOS SUBSTANTIVOS DE FIM DE ANO

“Paz, amor, saúde, dinheiro e todos aqueles mambos habituais ditos a outrem nessa altura do ano, pelo ano que se avizinha”. Dispara isso e, quanto ao quesito de “felicitações de final de ano”, está conversado. Na verdade, pouco importa os vários substantivos que venhas a dizer, pois são os mesmos que quase todo o mundo diz sem qualquer sentimento e, portanto, sem significado algum. Então, para quê os dizer?

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INCIVILIDADE POMPOSA

Ser bem-educado envolve tudo o que nos cerca, a forma que nos posicionamos, como respondemos, o que ouvimos, como e o que vivemos; abrange os detalhes, os detalhes que parecem inexistentes; é ouvir através de um toque, falar com um olhar, estar consciente do ambiente em que nos encontramos e obedecer a ele na proporção certa; é ser cortês, paciente, asseado e gentil. Já dizia o rei do pop, Michael Jackson: “Se quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si e faça uma mudança”. Eu acredito que a arte pode ser a ponte para que essa mudança aconteça. Saia da caixinha, abra a sua mente, o seu coração, reeduque-se. A evolução disso depende.

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